“Poesia é o que a gente sente. O resto é literatura”, diz o poeta e professor Ni Brisant, que mais uma vez chega a Bauru para participar do Sarau do Viaduto e fortalecer a cena da literatura independente na cidade.
Fortalecer não porque ele não vem só com seus versos e performances para apresentar durante o sarau, marcado para o próximo sábado, 21/04, a partir das 20h, no viaduto da av. Duque de Caxias, cruzamento com av. Nações Unidas.
Na manhã do mesmo sábado, às 10h, ele ministra a oficina “Publique-se: escrevendo livros de quebrada”, na Casa do Hip Hop (Estação Ferroviária, s/nº, centro). As duas atividades são gratuitas.
Voltada a todos que têm interesse em publicar seu próprio material de maneira autônoma e independente, a oficina tem duas horas de duração e as vagas são limitadas. Para participar basta entrar em contato com a página da Biblioteca Móvel no Facebook.
A atividade vai abordar os passos de um publicação independente: seleção de conteúdo, dicas de revisão, editoração, produção de fanzines e livros, lambe-lambes e outros formatos de publicações não tradicionais.
À noite o destino é no sarau. Encontro de artistas e cidadãos com referências literárias diversas, o sarau é um espaço aberto para a manifestação cultural e expressão política e poética. Feito na rua, ele ocupa o espaço público e traz outras possibilidades de leitura para a cidade.
Nessa edição do sarau o rapper bauruense Dom Black participa com um pocket show. Referência no Rap bauruense e do interior de São Paulo, ele é o atual vencedor do festival Sons da Rua, com o título de Artista Revelação do Rap de 2017, escolhido entre mais de 1500 candidatos de vários estados do Brasil.
Quem é o poeta?
Ni Brisant é pugilista amador, professor, retirante e escreve. Com títulos traduzidos para o francês, inglês e espanhol, Ni organiza saraus, cola lambes, desenha e orienta classes de literatura livre pelas quebradas da América Latina (Cuba, México, Argentina, Uruguai e Chile).
Licenciado em Letras, publicou vários fanzines e os livros: Tratado sobre o coração das coisas ditas (2011), Para Brisa (2013), Se eu tivesse meu próprio dicionário (2014) e a Revolução dos feios (2016).
O Sarau do Viaduto e a oficina Publique-se tem a realização da Biblioteca Móvel Quinto Elemento, com patrocínio do Programa de Estímulo à Cultura da Secretaria Municipal de Cultura e do Programa de Ação Cultural da Secretaria de Estado da Cultura. Tem o apoio da Casa do Hip Hop de Bauru e da Frente Feminina de Hip Hop de Bauru.
As informações são da assessoria de imprensa.
