O projeto ‘Viva Batalha’ promove o reflorestamento da mata ciliar do Rio Batalha, com plantio e a manutenção de mudas nativas do Cerrado e Mata Atlântica, biomas da região. O trabalho é realizado por voluntários todos os domingos.
De acordo com um dos organizadores, Marcio Teixeira, foram plantadas quase 5 mil mudas de 2021 até agora.
Qualquer pessoa pode participar. Basta entrar em contato com Viva Batalha. Além do plantio, o projeto ainda promove um café da manhã comunitário e bate-papo educativo.
Importância de preservar a mata ciliar do Rio Batalha
De acordo com o Departamento de Água e Esgoto (DAE), o Rio Batalha é responsável pelo abastecimento hídrico de 38% de Bauru. Entretanto, a vida do rio está em risco devido à degradação da mata ciliar e ao mau uso do solo.
Esses fatores têm resultado em erosões e no assoreamento do rio, fenômeno em que ocorre o acúmulo de sedimentos no leito e ocasiona a diminuição do volume hídrico, do oxigênio nas águas e da reprodução de espécies fluviais.
Por outro lado, a mata ciliar protege o solo dos impactos da chuva, recupera os espaços degradados, possibilita a infiltração da água e reabastecimento dos lençóis freáticos, além de funcionar como uma espécie de “peneira”, segurando sedimentos que seriam carregados até o rio. É o que explica, durante o vídeo, Eduardo Cruz, biólogo e um dos integrantes do projeto Viva Batalha.
O Rio Batalha nasce na Serra da Jacutinga em Agudos-SP, tem 167 km e deságua no Rio Tietê na cidade de Uru-SP.
Roteiro, apresentação e filmagens: Yasmin Moscoski
Edição: Elvis Sarmento

