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Social Bauru > Blog > Destaques > Cultura / Comportamento > Dependência química alimentar: bauruenses falam a real sobre o problema
Cultura / Comportamento

Dependência química alimentar: bauruenses falam a real sobre o problema

Juliana Oba
By Juliana Oba
Publicado 04/10/2018
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Comer doces, massas e alimentos gordurosos é uma delícia, traz sensação de bem-estar e conforto. Isso acontece porque esses tipos de alimentos estimulam a produção de serotonina e dopamina, neurotransmissores que minimizam os sintomas dos estados depressivos. E não há nada de errado em comer um chocolate de vez em quando, o problema é se isso acontece frequentemente.

Índice
  • Como identificar a dependência química alimentar?
  • Tem solução?
  • Saí dessa!

Apesar da boa sensação, logo após os efeitos desse tipo de comida passarem é comum a vontade de comê-los novamente, gerando um ciclo vicioso.

Quem estava nessa situação era a bauruense, A. R. A., que não quer ser identificada. “Eu me alimentava, basicamente, de carboidratos como lanches, pizzas e massas. Era um ciclo: eu me entristecia, comia, me sentia culpada e comia mais. Era uma fome emocional, não física, isso piorou meu corpo e abalou minha autoestima”, conta.

Esse quadro pode ser considerado uma dependência química alimentar, que tem como principal sintoma a vontade incessante de comer alimentos calóricos. “Isso acontece normalmente com açúcares e carboidratos simples que promovem a dependência química e de hábito”, explica a nutricionista Denise Real.

Mas a causa desse problema pode estar bem longe do estômago, sendo consequência de tensões e estresses do dia a dia. É o que explica a psicóloga Sarah F. A. Teixeira: “Em geral, os transtornos alimentares estão relacionados com problemas psicológicos, algum déficit ou excesso comportamental”, explica.

Como identificar a dependência química alimentar?

Normalmente, pessoas que estão nesse quadro já vêm tentando controlar a alimentação há algum tempo. Isso ocorre porque a vontade de comer não está ligada à fome, mas sim, à sensação de satisfação. Por isso, a vontade de comer esses tipos de alimentos nunca é saciada.

Segundo a nutricionista, Eliane Arena, é possível identificar a dependência química alimentar. “Qualquer pessoa que perceba um desequilíbrio muito grande no consumo desse tipo de alimento. Pessoas que associem a vontade constante de consumi-los, principalmente, em momentos de estresse, ansiedade e sofrimento ou frustração”, diz.

Mas atenção! Cada pessoa reage às situações de um jeito, por isso, Sarah alerta que é necessário fazer uma análise aprofundada. “Qualquer comportamento precisa ser analisado em três níveis: biológico, individual e cultural. Apesar de ter uma linha que permeia os transtornos, com cada pessoa acontece de um jeito. Então cabe aos profissionais identificar se é um problema alimentar”, diz a psicóloga.

Tem solução?

Pode parecer que o mundo vai acabar se você não comer aquele docinho que enche a boca de água, mas calma! A dependência química alimentar pode ser resolvida sim. E se você acha que força de vontade e determinação bastam, Denise explica que existem outros valores atrelados.

“Além da nutricionista, o psicólogo é de extrema importância para todo o processo, pois ele identifica se o problema está atrelado a algum sentimento ou emoção, até sintomas de ansiedade e depressão”, conta a nutricionista.

Pensando nesse tipo de transtorno alimentar, a nutricionista Eliane Arena desenvolveu o método “Dieta dos 4 Corpos”, que corrige as causas do desequilíbrio que leva à dependência química alimentar.

“A metodologia foi criada para tratar, desintoxicar, harmonizar e nutrir nossas quatro dimensões: física, emocional, mental e energética. Há um planejamento global de medidas que irão atuar, levando em conta o biótipo, o perfil genético, o temperamento e a personalidade, que são elementos absolutamente individuais”, conta.

Saí dessa!

É trabalhoso? Sim! Mas todo esforço vale a pena, já que não há nada melhor do que viver bem e saudável. Três bauruenses passaram pela dependência química alimentar e contam como está sendo superar isso!

“Sou muito ansiosa e de descendência italiana. Minha predileção por massas já vem de muito tempo e percebi que toda vez que havia um descontrole emocional eu realmente unia a predileção, a praticidade e a facilidade. Eu comia pães e massas e a relação com esses alimentos era emocional. Com isso eu ganhei uns quilinhos a mais. Hoje eu estou no Projeto Emagreci para realmente mudar os hábitos e a dica é não se acomodar em uma situação que te incomoda. Vá atrás de uma vida saudável” – Valeria Maria Campanholi.

“Eu sempre procuro alimentos mais calóricos e sem ser saudáveis quando bate aquela fome. Parece que esses alimentos suprem muito mais do que os saudáveis. Eu gosto de massas e muito de doce, prefiro doce do que salgado, e qualquer alimento salgado que eu coma, logo em seguida procuro um docinho. Aumentou muito a celulite e tive alteração nos exames de sangue. Eu sei comer bem quando quero, mas é na hora da ansiedade e do estresse que eu procuro esse alimentos mais gostosos. Agora que estou focada em mudar minha alimentação e repensar as fontes nutricionais, com o auxílio dos profissionais do Programa Emagreci. Acredito que a dica é sempre pensar: eu preciso comer isso?” – Gabriela Maria Simon.

“Eu não conhecia a fundo as opções que poderiam ser saudáveis e foi no Emagreci que conheci diversas opções e me conscientizei das escolhas erradas. Minha alimentação era baseada em geral nos carboidratos. Hoje, tenho procurado me manter no controle da situação.
Houve muito esclarecimento sobre nutrição e os fatores que desencadearam essa fome psicológica. Minha alimentação hoje é consciente. Tenho condições de fazer escolhas melhores. E se um dia acontecer de tropeçar sei o motivo e vou na raiz do problema pra sair desse ciclo negativo. Minha dica é procurar conhecer você, porque você está se autodestruindo com a alimentação, e conhecer as opções de alimentação saudável” – A. R. A.

Dependência química alimentar: bauruenses falam a real sobre o problema

Consultorias:
Sarah F. A. Teixeira (CRP: 06/132287)
Denise Real: nutricionista
Eliane Arena: nutricionista

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TAGS:bauru spdependencia quimica alimentarnutricionistapsicólogatranstorno alimentar
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ByJuliana Oba
Formada em Jornalismo pela Unesp-Bauru, Juliana Oba entrou no Social Bauru em 2016 como estagiária, foi efetivada como jornalista e hoje é editora-chefe. Adora escrever sobre comportamento e entrevistar pessoas com diferentes olhares. Entre seus hobbies estão livros, fotografia e bordado. Contato: [email protected] / Instagram: @obajuliana
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