Se tem algo gostoso de fazer é bater um papo com os amigos. Debater e opinar sobre um assunto são formas de mostrar diferentes visões sobre um mesmo tema. Nesse sentido, os podcasts vêm ganhando, cada vez mais destaque, principalmente entre os jovens.
- – Por que tiveram essa vontade?
- – Já consumiam esse tipo de conteúdo antes? O que acham do formato?
- – Como optaram falar apenas sobre a cultura pop?
- – Como é esse processo de escolha de temas e convidados?
- – Até agora foram 7 episódios. Qual o preferido de vocês?
- – O que vocês mais gostam dentro desse universo de podcast?
- – Quais as inspirações de vocês?
- – Qual é a intenção de vocês com o podcast?
Como uma forma de conteúdo a ser consumido por demanda, as conversas são gravadas em áudio para serem ouvidas a qualquer momento. Seja lavando a louça, tomando banho ou até desenhando. Inclusive, foi esse fator que chamou a atenção de Camila Campos, tanto que logo surgiu a vontade de criar um.
Uma grande aliada de Camila nessa ideia foi sua amiga, Amanda Figliolia. “Percebi que poderíamos fazer um trabalho de qualidade e com um ótimo conteúdo, por isso dei essa ideia para ela”, relembra Camila.
De pronto, Amanda aceitou: “nós estávamos sempre conversando sobre livros, filmes, séries e assuntos que gostamos. Então quando a Camila teve a ideia de criarmos um podcast eu adorei e começamos a planejar.”
Durante o processo, mais um amante da cultura pop foi convidado para integrar o time, Matheus Biazon. Estava formado o Cena X Podcast.
Conversamos com os três moradores de Bauru para saber mais sobre o projeto. Confira:
– Por que tiveram essa vontade?
Amanda: Compartilhar as nossas opiniões, conhecimentos e reflexões com outras pessoas da mesma forma que gostamos que elas compartilhem com a gente. E acredito que essas interações são muito enriquecedoras, prazerosas e nos permitem aprender e ver por outros ângulos.
Camila: Por muitos anos tive vontade de produzir algum conteúdo para a internet, já pensei em fazer um blog, canal do YouTube. Porém eu nunca quis fazer sozinha, não apenas para poder conversar sobre os temas e apresentar mais de uma visão sobre eles, como também para criar algo que fosse divertido.
– Já consumiam esse tipo de conteúdo antes? O que acham do formato?
Camila: Sim, eu escuto podcasts desde o colegial. Lógico que na época não sabia que era esse o nome, eu simplesmente dizia o nome do programa. Sempre gostei muito do formato, porque sempre trabalhei e fiz coisas muito manuais, então ouvia músicas ou rádio, e acho que a vantagem do podcast é justamente você poder consumir ele enquanto faz outras coisas.
Amanda: Passei a consumir esse tipo de conteúdo durante a quarentena. Acho um formato bem interessante e prático. Existem podcasts com diversos temas e tempos de duração variados, então você encontra muito conteúdo diferente e escuta no seu tempo. É ótimo para ouvir também como som de background enquanto faz alguma outra atividade.
Matheus: Sim, comecei a consumir podcasts há cerca de um ano. Costumava colocar para ouvir enquanto fazia as tarefas domésticas e acabou se tornando um hábito. Sempre escolhia podcasts relacionados a cinema ou de contos de terror.
– Como optaram falar apenas sobre a cultura pop?
Amanda: Cultura pop envolve diversos assuntos que temos interesse, que são amplamente divulgados e muitos de fácil acesso, além de ter marcado diferentes gerações e nós também.
Camila: Acho que foi uma escolha natural, pois a ideia sempre foi falar sobre assuntos que gostamos. Apesar de não consumirmos exatamente os mesmos produtos é algo que sempre gostamos de conversar e debater sobre.
– Como é esse processo de escolha de temas e convidados?
Nós procuramos escolher temas que gostamos de conversar e que acreditamos ser interessantes. Então nos reunimos para escolher quais serão gravados e quando. E sobre os convidados, antes das gravações analisamos para ver se seria interessante chamar alguém que têm relação e interesse pelo tema para agregar mais conteúdo à discussão, e que gostariam de trocar ideias com a gente.
– Até agora foram 7 episódios. Qual o preferido de vocês?
Amanda: The midnight gospel, uma série que gosto muito e aborda diversos assuntos que considero bem importantes. Também pela forma fluida como gravamos o episódio, que ficou realmente com a “nossa cara”. Além de ter sido nosso episódio de estreia!
Camila: Fronteiras do universo. É uma série de livros muito querida e importante para mim, então assim que começamos a criar o podcast eu já pensava em falar dela.
Matheus: Dos que eu participei, o meu favorito foi o especial de Halloween. É uma época do ano que eu gosto muito e foi bem divertido conversar com as meninas sobre os filmes que sugerimos nesse episódio.
– O que vocês mais gostam dentro desse universo de podcast?
Camila: É um espaço bem democrático, e é possível você conhecer diferentes temas e pessoas com os programas. Além de que, como é apenas o áudio, sinto que não existe tanto uma preocupação de ter um conteúdo quente e rápido, como percebo mais no YouTube, por exemplo. Lógico que existem canais de notícias e que acompanham os lançamentos de cinema/televisão. Mas vejo que as pessoas produzem mais conteúdo sobre coisas que elas realmente gostam.
Amanda: Troca de opiniões, descobrir, conversar e ouvir sobre assuntos, tanto novos, quanto já conhecidos, mas de uma forma descontraída, conhecendo outros pontos de vista e aprendendo mais sobre esses assuntos.
Matheus: O que eu mais gosto é da ideia de conversarmos bem descontraidamente sobre assuntos que gostamos, e poder compartilhar nossas ideias, opiniões e sugestões com quem se interessar.
– Quais as inspirações de vocês?
Camila: Acredito que minhas principais influências foram o Rapaduracast, Perdidos na Estante e o The Medival Podcast. Apesar de serem temas e abordagens diferentes, gosto muito das conversas e assuntos que eles abordam. E me mostraram que era possível criar conteúdo com qualquer tema.
Matheus: Rapaduracast, Peeweecast, Canal Super 8, Refúgio Cult e Danelogare Críticas.
Amanda: Criar, encontrar e compartilhar conteúdos, curiosidades e reflexões sobre assuntos variados que gosto e considero interessantes. Como fazem o Rapaduracast, Jout Jout de Saia, Clube dos 5 Podcast e Dobras.
– Qual é a intenção de vocês com o podcast?
Amanda: Conseguir interagir com várias pessoas trocando conteúdos e opiniões de uma forma fluida e divertida. Além de gerar conteúdos e discussões para que mais pessoas tenham acesso e se entretenha da mesma forma que nos divertimos ao criar e gravar os episódios. Além de gerar reflexões sobre assuntos importantes e incentivar o pensamento crítico.
Camila: Acho que meu principal sonho é, de alguma forma, ajudar as pessoas a terem uma visão mais crítica sobre aquilo que consomem. E poder mostrar que com atenção e uma boa pesquisa é possível perceber camadas, e criar suas próprias interpretações e teorias.
Gostou? Acompanhe o Cena X nas plataformas de áudio e no Instagram.

