Ao utilizar este site, você concorda com a Política de Privacidade.
Aceitar
Social BauruSocial Bauru
  • HOME
  • AGENDA
  • CINEMA
  • ONDE IR
    • Listas
    • Bares / Restaurantes
    • Shows / Eventos
    • Teatros / Exposições
    • Lanchonetes / Burgers
    • Pizzarias / Massas
    • Cafeterias / Docerias
    • Gelaterias / Sorveterias
    • Parques / Feiras
    • Turismo
  • DESTAQUES
    • Bisbilhotando Bauru
    • Bauru na Rota
    • Bauru à Mão
    • Colunistas
    • Cultura / Comportamento
    • Moda / Beleza
    • Empórios / Mercados
    • Veículos
    • Casa / Arquitetura
    • Educação
    • Negócios / Tecnologia
    • Saúde / Esportes
    • Pets
    • Infantil
  • ANUNCIE
Reading: O primeiro acidente de trânsito
Share
Social BauruSocial Bauru
  • Agenda
  • Cinema
  • Onde ir
  • Destaques
Busca
  • HOME
  • AGENDA
  • CINEMA
  • ONDE IR
    • Listas
    • Bares / Restaurantes
    • Shows / Eventos
    • Teatros / Exposições
    • Lanchonetes / Burgers
    • Pizzarias / Massas
    • Cafeterias / Docerias
    • Gelaterias / Sorveterias
    • Parques / Feiras
    • Turismo
  • DESTAQUES
    • Bisbilhotando Bauru
    • Bauru na Rota
    • Bauru à Mão
    • Colunistas
    • Cultura / Comportamento
    • Moda / Beleza
    • Empórios / Mercados
    • Veículos
    • Casa / Arquitetura
    • Educação
    • Negócios / Tecnologia
    • Saúde / Esportes
    • Pets
    • Infantil
  • ANUNCIE
  • Sobre
  • Contato
  • Media Kit
Social Bauru | Gálata Tecnologia® Todos os direitos reservados | 2024
Social Bauru > Blog > Destaques > Cultura / Comportamento > O primeiro acidente de trânsito
Cultura / Comportamento

O primeiro acidente de trânsito

Archimedes Azevedo Raia Jr
By Archimedes Azevedo Raia Jr
Publicado 07/12/2015
Share
SHARE

acidente-carro

O cenário era Londres, 1896, uma quente manhã de final de verão no hemisfério norte. Bridget Driscoll era uma jovem senhora, 45 anos, casada, mãe de três filhos. Juntamente com sua amiga Elizabeth Murphy e sua filha adolescente May, passeavam pelo Dolphin Terraço, nos jardins do Cristal Palace. As amigas conversavam alegres e contavam uma à outra as novidades daquele final de século XIX.

Foi aí que surgiu, inesperadamente, um automóvel de propriedade da empresa anglo-francesa Motor Carriage Company e que estava sendo usado em passeios para demonstração da nova máquina, afinal, o automóvel era ainda um produto raro para os tempos. Bridget foi colhida violentamente e morta por aquele ‘tanque’, com sua lataria e para-choques construídos a partir de grossas chapas de aço e chassi feito de longarinas muito resistentes.

O culpado era o jovem motorista Arthur James Edsall, morador do borough de Upper Norwood, sudeste de Londres e, que segundo testemunhas presentes, trafegava em grande velocidade. Estimavam as testemunhas que ele estava dirigindo o veículo em velocidade imprudente, para causar boa impressão a uma bela e jovem passageira, Alice Standing, de Forrest Hill, que se interessou pelo automóvel.

A velocidade máxima possível de ser atingida pelo veículo, segundo o fabricante, era de 8 milhas por hora, algo próximo de 13 km/h, porém o motorista alegou que estava a uma velocidade bem menor, a 4 milhas (6,4 km/h). A linda passageira foi intempestiva em seu depoimento à polícia. Afirmou que Arthur deliberadamente modificou as configurações do motor do “possante”, para que ele desenvolvesse velocidades mais emulativas. Um mecânico e também taxista que trabalhava próximo ao Cristal Palace examinou o carro de Arthur e foi categórico: o motor deste veículo é incapaz de desenvolver velocidades superiores a 4,5 milhas por hora (7,2 km).

O acidente aconteceu apenas algumas semanas depois que uma nova Lei do Parlamento inglês havia ampliado o limite de velocidade para os veículos para 14 milhas por hora (23 km/h). O fato, inusitado, ganhou as manchetes de todos os tabloides britânicos, causando grande repercussão. Um inquérito foi instalado pela polícia e chegou aos tribunais. O processo ganhou status de muita importância, afinal era a primeira vítima fatal de que se tinha conhecimento, motivada por um acidente de trânsito. Ao final do processo um júri foi instalado, sob o comando de um sisudo juiz londrino.

Após um julgamento que durou cerca de seis horas, o júri apresentou o veredito de “morte acidental”, e nenhuma acusação foi imputada ao motorista. O perito forense, Percy Morrison, do borough de Croydon, vizinho ao de Upper Norwood, no entanto, foi enfático em sua afirmação. Disse em alto e bom som de que “uma coisa dessas nunca deveria voltar a acontecer.”

No entanto, a britânica Sociedade Real para a Prevenção de Acidentes estimou que, até 2010, 550 mil pessoas já haviam sido mortas no trânsito do Reino Unido. Já, o livro Segurança no Trânsito, de Ferraz, Raia Jr. e Bezerra, 2008, Editora São Francisco, estima que até os dias atuais, cerca de 30 milhões de pessoas perderam suas vidas no trânsito mundial.

De toda esta história, dois fatos ficam bem marcados. O primeiro: a veemente manifestação do perito britânico, de que outro acidente como aquele jamais deveria ocorrer novamente. Parece que ninguém deu o devido crédito àquela afirmação indignada e cheia de expectativa otimista. A sociedade não se acercou dos devidos cuidados para que esta hecatombe de mortes no trânsito não se constituísse. O segundo fato a destacar é que, já a primeira morte no trânsito não era culpa de ninguém. Não merecia qualquer punição. A jurisprudência estava estabelecida. No trânsito pode-se matar sem culpa nem dolo! Tal como hoje.

Banda de Jaú participa de festival de rock nesta quinta-feira (6)
Empório Santo Expedito Bauru recebe Prêmio Atenção 2016 de inovação
Bauruenses ligados à música comentam sobre a fita K7, o vintage que ainda está na moda
5 opções de filmes para curtir neste final de semana em Bauru
Evento gratuito promove atividades lúdicas e lazer para população de Bauru
TAGS:acidente bauruBaurutrânsito bauru
Compartilhe este artigo
Facebook Email Print
ByArchimedes Azevedo Raia Jr
Nasceu em Bauru, cursou Engenharia na FEB e fez o mestrado e doutorado em Engenharia de Transportes na USP. É professor titular aposentado do Departamento de Engenharia Civil da Universidade Federal de São Carlos. Foi diretor de trânsito e transportes e presidente da EMDURB. Co-autor de livros como Segurança Viária (Ed. Suprema), Segurança de Tráfego (Ed. São Francisco), Polos Geradores de Viagens (Interciência). Publicou mais de seiscentos artigos em jornais, congressos e periódicos. Recebeu várias honrarias, dentre elas Moção de Aplauso da Câmara Municipal de Araraquara, Prêmio Volvo de Segurança no Trânsito e Profissional de Engenharia do Ano de 2019. É diretor de Mobilidade e membro do Conselho Diretor da Assenag-Associação dos Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos de Bauru. É escritor e articulista do Jornal da Cidade e professor do curso de Engenharia Civil da FIB.
Artigo Anterior Atleta do Concilig Vôlei Bauru recebe prêmio do Exército Brasileiro
Próximo artigo Bauruense recebe homenagem do Youtube e bate recorde com 7 milhões visualizações em seu canal

Posts Recentes

  • Brazuka: Brasil x Marrocos
  • Graal Sem Limites: Brasil x Marrocos
  • Bar da Nelma: Brasil x Marrocos
  • Quintal 45: Brasil x Marrocos
  • Pátio do Chopp: Brasil x Marrocos
Social BauruSocial Bauru
Follow US

© Social Bauru 2026 | Política de Privacidade | Gálata Tecnologia® Todos os direitos reservados

Bem vindo de volta!

Faça login em sua conta

Username or Email Address
Password

Lost your password?