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Colunistas

Coluna Isadora Venturini: Ser mulher é continuar na luta!

Isadora Venturini
By Isadora Venturini
Publicado 11/03/2019
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O que é ser mulher hoje? É um conceito que nós mulheres estamos tentando mudar há muito tempo, mas com certeza está longe da época em que éramos frágeis, desamparadas e obedientes ao patriarcado.

Ser mulher hoje, com certeza é dizer, que a luta continua. A minha, por exemplo, continua da hora que acordo até a hora que me deito. Desde a época que entendo que vivo num mundo que não foi feito para mim. Um mundo machista.

Quando era criança, pré-adolescente, adolescente, fui criticada várias vezes pelo meu jeito de ser. Brincalhona, que fala palavrão, que dá risada alto, que grita, que não tinha medo de ser quem eu era/sou. E claro as críticas não pararam. Ser uma mulher que se assume, é correr o risco, quase que certeiro, que será criticada e que não será aceita no ambiente escolar, no ambiente de trabalho, em nenhum lugar.

As lutas são diárias!

Frases como “isso é feio, você é uma mocinha”, “desse jeito nenhum homem vai te querer!”, “você grita, você fala alto, mulher tem que falar baixo”, “nossa tá estressada né? tá de TPM?”, “ você é briguenta de mais, tem que aprender a ouvir e baixar cabeça”, “você engordou, precisa emagrecer”, “você emagreceu demais, precisa engordar”, “essa roupa tá muito curta, depois não te respeitam, vem reclamando”, entre tantas outras, viraram rotina em minha vida e de milhares de mulheres. Isso porque ainda sou uma privilegiada; branca, hétera, classe média, curso superior… Imaginem para mulheres negras, da periferia, lésbicas e trans?

O Dia Internacional da Mulher é para ascender o debate! E conscientizar a população que ainda há muito que ser feito para chegarmos a pé de igualdade. Nossas gargantas estão cansadas pelos gritos! podem ser eles de socorro, podem ser eles de ajuda, podem ser eles não me bata, não me mata, podem ser eles, por favor, me escuta!

Você mulher que está ai lendo, você homem que está lendo, independente de cor, classe social, se você consegue entender e ouvir esses gritos de liberdade, então me dê a mão e vamos caminhar comigo nessa luta. Porque ser mulher é continuar na luta.

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ByIsadora Venturini
Isadora Venturini, jornalista formada pela UNESP, já passou por emissoras como TV Preve e SBT. Nasceu na cidade de Agudos, mas viveu em Bauru durante a infância e adolescência. Colunista sobre relacionamentos, ela sempre traz uma reflexão sobre suas vivências no mundo, gosta de romance e é geminiana
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