O Urban Sketchers (USK), criado em 2007 pelo jornalista espanhol Gabriel Campanário, é um movimento global de pessoas que desenham as cidades onde vivem.
A regra principal é o desenho de observação: os participantes registram o que estão vendo na hora, sem usar fotos ou vídeos como base.
Hoje, o grupo está em 70 países e já conta com 75 núcleos espalhados pelo Brasil, inclusive em Bauru!
ATUAÇÃO EM BAURU
Por aqui, as atividades começaram a ganhar força em 2020, mas logo precisaram parar durante a pandemia. Em 2024, os coordenadores @pradoc9, @jozz_ilustrador e @contornandoocaos retomaram os encontros.
O objetivo é o mesmo do movimento global: reunir estudantes e pessoas criativas que buscavam um espaço coletivo.
Segundo Cris Prado, o grupo é aberto para qualquer pessoa, mesmo quem não tem técnica. “O Urban Sketchers tem um princípio muito importante: não é sobre técnica ou perfeição. É sobre o processo de observar, de registrar, de olhar com mais atenção”, diz.
COMO FUNCIONAM OS ENCONTROS?
O grupo se reúne uma vez por mês, quase sempre aos domingos. Os locais são escolhidos por terem uma história interessante ou uma arquitetura marcante na cidade.
Não há custo para participar e nem inscrição.
O importante é a convivência e as diferentes formas de ver o mesmo lugar: “Quando várias pessoas desenham o mesmo lugar, percebe-se que cada um enxerga coisas diferentes: recortes, detalhes, cores, histórias. Isso amplia muito a percepção sobre a cidade”, diz Prado.
RESISTÊNCIA AO DIGITAL
Mesmo em um mundo voltado para as telas e redes sociais, o Urban Sketchers busca valorizar o trabalho feito à mão e o tempo de espera.
O coordenador explica que o desenho ajuda a diminuir o ritmo do dia a dia. “Desenhar no local é quase o oposto disso: você precisa parar, observar, entender o espaço, prestar atenção nos detalhes. É um processo mais lento e mais consciente”.
Após os encontros, os desenhos são postados na internet com a hastag: #USKBauru para criar um arquivo visual da cidade.
