O artista de Bauru Alex Viegas foi um dos vencedores do “Audience Choice Award” (Prêmio do Público) no festival internacional Lift-Off Sessions, realizado nos estúdios Pinewood, em Londres.
O videoclipe In the Shadows, criado e dirigido por ele com o uso de inteligência artificial, foi um dos mais votados do mundo, entre produções de diferentes países na categoria de filmes curtos.
In the Shadows
Com a premiação, o vídeo foi selecionado para participar da mostra oficial do Lift-Off Global Network em Nova York, prevista para 2026. Essa nova etapa contará com avaliação de um júri especializado e poderá abrir portas para festivais de mais prestígio, como Cannes.
IA na criação artística
Premiado usando a tecnologia, Viegas vê na IA um caminho de democratização, apesar das críticas de setores mais tradicionais da arte. Para ele, o acesso a ferramentas digitais possibilita que criadores independentes produzam obras em alta qualidade sem depender de grandes estruturas.
Inclusive, foi no contexto de pandemia que Viegas começou a explorar a ferramenta. O isolamento o levou a buscar formas de produção e expressão, imaginando como produzir vídeos sem estúdio e elenco.
Outro clipe de Alex Viegas
Com a tecnologia, passou a desenvolver vídeos com estética cinematográfica e trilhas sonoras autorais. Ou seja, a IA permitiu que roteiros e ideias saíssem do papel. Segundo ele, a ferramenta não substitui o olhar humano, mas amplia as possibilidades. “Ela é como um pincel moderno. A diferença está no uso que o artista faz dela”, afirma.
Bauruense de formação
Alex Viegas nasceu em Umuarama (PR), mas vive em Bauru (SP) desde a infância, inclusive formando-se em Computação pelo CTI, trabalhando com comércio exterior por aqui e fundando a Perfubrasil na cidade.
A ligação com a arte começou cedo. Ainda criança, desenhava outdoors que via nas ruas e montava versões em miniatura no jardim de casa. Criava histórias visuais, compunha músicas e explorava as relações entre som e imagem.
Durante os anos 1980 e 1990, era um hobby dele roteirizar filmes e compor trilhas sonoras. Foram esses trabalhos que ele tirou do papel graças aos recursos da inteligência artificial, no ano passado.
Para divulgar os trabalhos, criou um modelo virtual, chamado de Bryan Stenler, e fundou o Bryan Stenler Studios.

