Ok ok, eu sei que eu perdi o hype para escrever aqui, as duas últimas semanas foram intensas por aqui. Confesso que os meus divertida mentes estavam todos ligados ao limite. Inclusive uma tal de ansiedade bateu forte. Mas enfim, fui ao cinema, e percebi uma coisa: tinha mais adultos na sala do que crianças. Efeito Pixar não tem erro. Depois do sucesso gigantesco do primeiro filme, finalmente temos sua sequência.
Divertida Mente 2 marca a sequência da famosa história de Riley (Kaitlyn Dias). Com um salto temporal, a garota agora se encontra mais velha, com 13 anos de idade, passando pela tão temida pré-adolescência. Junto com o amadurecimento, a sala de controle mental da jovem também está passando por uma demolição para dar lugar a algo totalmente inesperado: novas emoções. As já conhecidas, Alegria (Amy Poehler), Tristeza (Phyllis Smith), Raiva (Lewis Black), Medo (Tony Hale) e Nojinho (Liza Lapira), que desde quando Riley é bebê, eles predominam a central de controle da garota em uma operação bem-sucedida, tendo algumas falhas no percurso como foi apresentado no primeiro filme. As antigas emoções não têm certeza de como se sentir e como agir quando novos inquilinos chegam ao local, sendo um deles a tão temida Ansiedade (Maya Hawke). Inveja (Ayo Edebiri), Tédio (Adèle Exarchopoulos) e Vergonha (Paul Walter Hauser) integrarão juntos com a Ansiedade na mente de Riley, assim como a Nostalgia (June Squibb) que aparecerá também.
Se a proposta dessa sequência é ampliar as emoções, pra mim, bateu ao contrário, o filme me emocionou muito menos do que eu imaginava, e com um desfecho bem previsível, acabei me emocionando muito menos do que achei que seria. Por um outro lado, a ideia criativa da produção do filme continua impecável. É de se louvar e aplaudir a criatividade para conseguir emular sentimentos em personagens “reais”. Neste ponto, todos os personagens novos conseguiram seu espaço de forma bem interessante.
Estava com um certo receio, afinal continuações tendem a não conseguir entregar a expectativa criada, que apesar deste que vos escreve, o filme é um sucesso inacreditável, ou melhor, é bem crível.
Divertida Mente 2″ se torna a maior bilheteria da Pixar, é o primeiro filme do ano a alcançar US$ 1 bilhão (R$ 5,41 bilhões) e até o fim de semana de lançamento deste texto, deve chegar aos 2 bilhões. Isso é um baita feito, em tempos atuais, onde as salas de cinema tem sido cada vez mais nichadas e a discussão do fim do cinema tradicional cada vez mais eminente, um filme conseguir um feito desses em tão pouco tempo, é algo que não víamos desde a pandemia.
Se o primeiro filme arranca mais nossas emoções e mostra porque a tristeza é importante para que a alegria tenha seu valor, a sequência mostra que não podemos ignorar as coisas ruins ao moldar nosso caráter, ele é uma soma de todas as coisas boas e ruins que fazemos.
O filme se destaca pela sua atualidade, incorporando elementos de comédia, referências a videogames, séries, bandas e termos contemporâneos como “cringe”, “lacrada” e “cancelada”. O roteiro consegue cativar pessoas de todas as idades, seja através da representação das emoções humanas ou do humor.
Considero um dos filmes mais divertidos de 2024, o que não é tão complicado assim, no geral, 224 tem sido meio fraco em relação a filmes divertidos. Porém o segundo semestre promete boas opções. O filme se mantém transmitindo uma das mensagens mais poderosas do cinema atual. Ele é educativo sobre relacionamentos sociais, e o principal, sobre emoções diante de várias situações. O filme traz muitos pontos de reflexão, principalmente sobre a emoção, ansiedade.
Riley se encontra mais velha, passando pela tão temida adolescência, e a sala de controle tenta manter as emoções controladas, porém, o surgimento da ansiedade coloca tudo fora de controle. Excelente filme, senti a minha juventude e adolescência completamente representadas, os personagens são muito bem desenvolvidos, a ideia das emoções é magnífica, a história em si é muito boa, previsível, porém boa. O que deu um toque de genialidade foi a demonstração de frustração da alegria, representando que ninguém é feliz o tempo todo.
O filme é um pouco corrido e acaba trazendo uma sensação de ser muito raso,poderiam sim, ter feito um filme um pouco mais longo com uma história mais complexa. Explorando um pouco melhor essa fase da vida da protagonista. Onde a PUBERDADE da Riley é acompanhada só por três dias, onde haveria 10 anos, foram descritos em apenas TRÊS DIAS.
Por um outro lado, ficou a sensação de que vamos acompanhar a vida toda da Riley, o que tornaria o projeto incrível, e confesso que já me bate a ansiedade para os próximos capítulos. Não sei se isso é proposital, mas a ideia de crescer e amadurecer aos olhos das emoções da Riley é algo que a Pixar poderá incorporar e entregar um projeto de vida. Se o primeiro capítulo foi incrível, o segundo é bom, com ressalvas a expectativa para o terceiro é gigante.
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Tão bom quanto o primeiro. Filme que não é direcionado apenas para o público infantil, mas para adultos também. É engraçado e leve, passar mensagens importantes que nos fazem refletir sobre as emoções. Diverte as crianças e emociona os adultos. E tomara que fique assim para sempre.
Divertida Mente 2, 2024
Veredito: 4/5
Onde assistir: Nos cinemas
Diretor: Kelsey Mann
Agregador no Rotten Tomatoes: 91%
Avaliação IMDB:7,9/10
Divertida Mente 2 | Trailer Oficial Dublado – YouTube

