“Uma paciente me contou que, ao entrar no carro e se olhar no espelho após o procedimento, se emocionou. Pela primeira vez, a assimetria do nariz deixou de ser o que mais chamava atenção e isso mudou a forma como ela se enxergava”.
Essa é a experiência que Gabriela Ferreira, esteticista pelo Unisagrado e pós-graduada na FACOP em Estética e Saúde, relata sobre uma cliente.

São resultados assim que ela prioriza. Trabalhos que surgem da dedicação de tempo, dos cursos e investimentos em aparelhos avançados. Tudo para retribuir a gratidão que sentiu quando menina ao tratar a pele acneica.
Estética avançada por amor
Até às 20h, Gabriela está em sua sala na Prime Square. Ao lado, estão a linha de skincare e os aparelhos que fazem parte da rotina. “É cansativo, mas eu não vejo a hora passar”, contemplou.
De onde vem a paixão pela profissão a ponto de sustentar uma rotina até o fim do dia? “Sou libriana”, brinca, sobre se envolver tão profundamente com a estética.

Além disso, a risada é constante no consultório, que mais parece um encontro entre amigas. E Gabriela faz questão que seja assim. “Saio da sala satisfeita porque conheci a história da cliente”, garante.
Onde o estudo ganha protagonismo
Essa paixão também se traduz em dedicação aos estudos e investimentos, os pilares para qualidade e segurança na estética avançada, como ela explica.

O setor está em constante evolução, o que torna essencial sair da própria bolha e manter o aprendizado contínuo, incluindo cursos em São Paulo. “Às vezes a gente demora, deixa de viajar, fazer alguma coisa, para investir na área. Cada dia é um tijolinho, né?”, conta.
Como saber quando fazer um procedimento?
Da mesma forma, as ferramentas também são fundamentais para alcançar resultados e, por isso, fazem parte dos investimentos na clínica.
Gabriela tem foco na harmonização facial e trabalha com radiofrequência, que atua no rejuvenescimento e no estímulo de colágeno. Outro recurso é o Stimulus Face com LED, que realiza peeling ultrassônico e outras terapias, além da carboxiterapia, indicada para gordura localizada e flacidez.

Diante de tantas opções, é comum que surjam dúvidas e, segundo Gabriela, orientar faz parte do seu papel. “A gente tem muita informação, mas às vezes é um erro fazer as coisas só porque vimos na internet sem saber se é para nós”.
Pensando nisso, ela dedica seu perfil do Instagram para produzir conteúdos informativos sobre o universo da estética.
Por isso, ela reforça a importância de buscar um profissional antes de qualquer decisão. Muitas pacientes chegam sem saber exatamente qual procedimento realizar, mas com algum incômodo. Nesses casos, é feita uma anamnese detalhada, com apoio de fotos de cada pessoa, que serve como guia para definir o caminho.
Tendência da naturalidade
Gabriela reforça esse papel da orientação especialmente para evitar excessos na harmonização, que acontecem pela falta de diálogo e avaliação adequada. “Às vezes a pessoa chega pedindo um procedimento específico, mas aquilo não é o que ela realmente precisa”, comenta.
Nesse sentido, na contramão dos exageros que já marcaram a estética em outros momentos, Gabriela defende que a tendência é a naturalidade.

Para ela, o objetivo não é transformar o rosto, mas valorizar traços e corrigir incômodos sem que o procedimento fique evidente.“O ideal é distribuir bem, respeitar o formato do rosto e entender o que aquela pele suporta”, explica.
Segundo a esteticista, o resultado ideal é aquele em que a pessoa se olha no espelho e se reconhece, apenas com uma aparência descansada e harmoniosa.
Antes da profissional Gabriela
Quando adolescente, Gabriela frequentava esteticistas. “É a fase que a gente quer se mostrar pro mundo e chega na escola com aquele rosto vermelho, inflamado”, comentou, ao lembrar da própria pele acneica. Foi ao tratar essa “dor” que nasceu o interesse pela área.
O que começou como um hobby se transformou em três anos de formação na Universidade do Sagrado Coração (USC), aprofundando-se na estética, um campo que ela considera essencial para a construção da confiança.

O amadurecimento dentro da área
Sobre a insegurança em relação aos procedimentos, Gabriela afirma que é algo comum, mas destaca que o diferencial do atendimento dela está no acompanhamento. “Eu tenho muito um olhar humanizado com a cliente, sempre mando mensagem no pós-procedimento, me importo com o que vem depois”.
Ela possui uma linha de skincare de marca própria, produzida em parceria com uma fabricante da capital. Os produtos foram desenvolvidos pensando nos cuidados com a pele após os tratamentos.
Por isso, no fim das contas, mais do que estética, o trabalho dela envolve autoestima. Ao longo da trajetória, Gabriela aprendeu que cada atendimento carrega uma história e que o impacto vai além do espelho. “Eu acho que eu me fortaleci muito nisso, porque eu era muito mais frágil”, reflete.

