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Social Bauru > Blog > Destaques > Saúde / Esportes > Marcela Polastri conquista o quinto lugar na Copa do Mundo de Kung Fu
Saúde / Esportes

Marcela Polastri conquista o quinto lugar na Copa do Mundo de Kung Fu

Juliana Oba
By Juliana Oba
Publicado 27/11/2018
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Nascida e criada em Bauru, Marcela Polastri leva não só o nome da cidade sem-limites, mas também, o do Brasil para fora do país. Ela é atleta de Kung Fu e, neste mês, voltou para a cidade com o título de quinta melhor do mundo no esporte.

Índice
  • – Marcela, como foi a Copa do Mundo pra você?
  • – E como foi essa preparação?
  • – Qual o sentimento de representar o Brasil e ser a quinta melhor do mundo?
  • – Você acredita que, pelo Kung Fu ser uma arte marcial do Oriente, as atletas ocidentais estão em desvantagem?
  • – Os atletas têm muitas outras dificuldades no Brasil, certo? Na sua opinião, com a conquista dessas medalhas, o esporte pode ser mais valorizado?
  • – Qual a importância de levar o Brasil para competições fora do país?
  • – No sentido de competir em um mundial, acredita que vai abrir mais portas na sua carreira?
  • – Esse ano você se dedicou para a Copa, mas já tem planos para o futuro?
  • Por trás de Marcela Polastri

Marcela participou da Copa do Mundo de Kung Fu, em Myanmar, no sudeste da Ásia, dos dias 16 a 19 de novembro. A competição reuniu apenas as oito melhores atletas do mundo e a bauruense representou o Brasil como única mulher da Seleção Brasileira.

Para ela, é uma responsabilidade representar o país e as mulheres como um todo. “Nós temos que enaltecer o poder feminino e mostrar a cara da mulher na sociedade, mostrar o quanto ela pode evoluir e onde ela pode chegar”, diz Marcela.

O Social Bauru conversou com a atleta de Kung Fu para saber mais sobre como foi a competição e sobre os planos da Marcela para o futuro. Confira:

– Marcela, como foi a Copa do Mundo pra você?

Pra mim, foi bem difícil, porque estavam as oito melhores atletas do mundo, então minhas adversárias eram de nível bem elevado. Eu considero essa competição a mais difícil de toda minha carreira, mas eu saí bem satisfeita com a minha performance. Apesar do quinto lugar, eu gostei bastante. Foi uma das minhas melhores apresentações também, porque acredito que me dediquei muito para chegar nesse momento. Eu treinei desde o começo do ano, com uma rotina de treinamentos bem intensa, então o que eu apresentei na competição foi digna de toda a preparação que eu tive.

– E como foi essa preparação?

A minha rotina de treinos era de três a quatro vezes por semana na academia de Kung Fu e, de duas a três vezes na semana, eu fazia a preparação física com treinamento funcional e musculação. Essa rotina começou em fevereiro e foi até à época da Copa do Mundo de Kung Fu de forma bem intensa. No começo do ano, eu tive uma lesão bem grave no tornozelo, então interrompi parte dos treinamentos, eu não conseguia treinar membros inferiores. Eu foquei no tratamento do tornozelo com a quiropraxia, que me ajudou a evoluir bem rápido para voltar com o treinamento intenso.

– Qual o sentimento de representar o Brasil e ser a quinta melhor do mundo?

É uma satisfação pessoal muito grande, eu fico muito feliz por tudo que eu tenho batalhado todos esses anos e ver que isso gerou frutos. Ser a quinta melhor do mundo não é pouca coisa, então eu fico muito feliz em saber o quanto eu consegui evoluir em todos esse anos dentro da Seleção Brasileira, já são mais de sete anos. Isso me fortalece cada vez mais e mostra que posso chegar mais perto do lugar mais alto do pódio, é isso que me motiva. Então essas evoluções a cada competição é o que me motiva e me desafia a melhorar mais.

– Como foi ser a única brasileira no campeonato?

Foi uma honra e uma responsabilidade muito grande também, porque é um esporte bem praticado no país, mas tem poucas mulheres. Então, pra mim, é uma responsabilidade estar representando não só o país, mas as mulheres como um todo. Nós temos que enaltecer o poder feminino e mostrar a cara da mulher na sociedade, mostrar o quanto ela pode evoluir e onde ela pode chegar. É o principal, mostrar isso é mais importante do que qualquer medalha ou prêmio que a gente pode ganhar em uma competição.

– Você acredita que, pelo Kung Fu ser uma arte marcial do Oriente, as atletas ocidentais estão em desvantagem?

Acredito que sim por vários fatores. Como é um esporte de origem asiática, obviamente, lá na Ásia eles têm um desenvolvimento maior. Além dessa vantagem, o governo desses países também investem muito no esporte, desde criança até o alto rendimento. Então o esporte, para eles, é de uma forma profissional, eles se dedicam 100% e, inclusive, ganham bolsas de estudos e não precisam trabalhar. Diferente de nós, que muitas vezes precisamos dividir a rotina de treinamento com o trabalho, como é o meu caso. Eu também sou personal trainer, então a minha carga de treinamento é sempre mais baixa, o que dificulta o nosso nível ficar mais próximo. A partir do momento em que nosso esporte começar a ser mais profissional e o atleta começar a se dedicar mais somente aos treinos, ele vai estar compatível. Não é simplesmente porque eles são bons, mas eles treinam mais.

– Os atletas têm muitas outras dificuldades no Brasil, certo? Na sua opinião, com a conquista dessas medalhas, o esporte pode ser mais valorizado?

Eu acredito no potencial que o esporte tem de mostrar a sua cara. A partir do momento em que nós, atletas, começamos a expor isso, as pessoas conhecem mais o esporte e a chance de patrocínio é maior. Mas ainda existe uma resistência muito grande, já que as empresas têm mais interesse nos esportes de grande mídia.

O mais difícil é o caminho até chegar na competição, porque temos que treinar, além de ir atrás de patrocínio. Se eu tivesse patrocinador para me ajudar, eu estaria tranquila, porque eu não precisaria me desgastar tanto pra conseguir participar dos campeonatos e me preocuparia mais com os treinos.

– Qual a importância de levar o Brasil para competições fora do país?

É importante, porque mostra que estamos caminhando e, a cada ano, estamos mostrando a nossa cara. Antigamente, dificilmente, a gente conseguiria ficar no top 10 do mundo e, hoje em dia, isso é uma realidade. Então a nossa evolução, por mais que seja devagar, conseguimos mostrar resultados lá fora e, cada vez mais, expressivos. Essa batalha de fazer o esporte ser reconhecido e a paixão, nos leva a treinar mais e, querendo ou não, traz resultados. Imagina se tivéssemos investimento então, o quanto não poderíamos ter ganhado. Então se já temos um resultado expressivo, com a ajuda dos patrocinadores, os resultados seriam mais produtivos e melhores para o país.

– No sentido de competir em um mundial, acredita que vai abrir mais portas na sua carreira?

Sim, acredito muito nisso. Só o fato de levar o Brasil pra fora, as pessoas se sentem orgulhosas, principalmente os bauruenses. O pessoal que me acompanha nas redes sociais me elogia bastante. Pra mim, tudo isso é gratificante. O retorno é uma via de duas mãos: tudo o que damos pelo esporte a recebemos em troca.

– Esse ano você se dedicou para a Copa, mas já tem planos para o futuro?

Como a temporada terminou com a Copa do Mundo, a partir de abril começa a nova temporada. Ano que vem tem o Campeonato Mundial, com mais atletas e mais países participando, em Xangai. Eu vou participar e quero ser classificada para a Copa do Mundo de 2020, em Tóquio. Ano que vem, também tem o Campeonato Sul-americano. Então essas são as minhas metas para o ano que vem, além de conseguir patrocinadores, claro.

Por trás de Marcela Polastri

A atleta de Kung Fu dedica o título de quinta melhor do mundo não só ao próprio esforço, mas às pessoas que a ajudou durante o caminho.

“Quero agradecer à todas as pessoas que me apoiaram e torceram por mim nessa competição. A energia dos meus fãs foi muito boa pra mim e eu consegui ficar ainda mais motivada. Queria agradecer aos meus apoiadores, à minha nutricionista, Denise Real; à minha quiropraxista, Jesselin Rodrigues; à Intelad Saúde; ao meu professor de Kung Fu, Marcelo Yamada; ao meu preparador físico, Felipe Limeira; e à Look Sports que cuidou do meu marketing”. agradece Marcela.

A bauruense ainda completou dizendo, “o quinta lugar é resultado do esforço de todo mundo, não só o meu”.

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TAGS:bauru spkung fumarcela polastri
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ByJuliana Oba
Formada em Jornalismo pela Unesp-Bauru, Juliana Oba entrou no Social Bauru em 2016 como estagiária, foi efetivada como jornalista e hoje é editora-chefe. Adora escrever sobre comportamento e entrevistar pessoas com diferentes olhares. Entre seus hobbies estão livros, fotografia e bordado. Contato: [email protected] / Instagram: @obajuliana
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