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Social Bauru > Blog > Destaques > Colunistas > Pantera Negra: Wakanda Para Sempre
Colunistas

Pantera Negra: Wakanda Para Sempre

Gabriel Candido
By Gabriel Candido
Publicado 11/11/2022
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Continuação do filme de 2018, começa no exato momento após as consequências do fim de Vingadores: Ultimato. Com uma grande homenagem ao personagem e ao ator, o filme foca em apresentar novos personagens e cenários. A maior foi assertiva, porém, a história pesa em sua autorreferência prejudicando o andamento da narrativa.

A fase 4 da Marvel vem recheada de momentos que oscilam entre excelentes como WandaVision, Homem-Aranha: Sem Volta para Casa e Cavaleiro da Lua. Dos questionáveis Shang-Chi e Eternos, com Doutor Estranho – no Multiverso da Loucura e Thor: Amor e Trovão que prometiam muito, e no fim, entregaram pouco além do esperado. Quer dizer que são ruins? Claro que não. Mas o desafio de inovar e com a quantidade de produções fica difícil manter um padrão coerente, desde o fim da fase 3, com o Ultimato.

A Marvel adicionou um novo player no mercado, o Disney Plus. O que para nós, é maravilhoso, um novo streaming com séries e exclusivos com tudo que o grupo Disney poderia oferecer.

De lá até hoje, já foram lançadas oito séries e sete filmes, sem contar que até o final do ano, vem um Especial de Natal Guardiões da Galáxia. Não é atoa que nos últimos meses, explodiu casos de funcionários denunciando tratamento abusivo do estúdio. Desencadeando uma crise entre os designs de VFX. Produções como Doutor Estranho, Shang-Chi e She-Hulk foram as mais afetadas.

E no meio desse cenário, de bilhões de investimentos, demanda gigantesca, um novo player no mercado, Pantera Negra teria o contexto perfeito para repetir o sucesso do primeiro filme. Até chegar uma das notícias mais tristes do entretenimento dos últimos anos. O falecimento do ator Chadwick Boseman, devido a um câncer de intestino, do qual ele tratava enquanto estava gravando as produções de Ultimato, da mesma Marvel.

Reestruturação no roteiro, implosão de demandas na Marvel, estreia nos cinemas Pantera Negra: Wakanda Para Sempre. Com excelentes ideias, novos personagens que serão importantes no futuro do MCU, mas ao mesmo tempo, existe um certo desgaste no formato.

Com a sinopse: Pantera Negra: Wakanda Para Sempre é a continuação do longa Pantera Negra, da Marvel, dirigido por Ryan Coogler e produzido por Kevin Feige. No filme, o mundo de Wakanda se expande. Após a morte do ator de T’Challa (Chadwick Boseman) o foco de Wakanda Para Sempre são os personagens em volta do Pantera Negra. Rainha Ramonda (Angela Bassett), Shuri (Letitia Wright), M’Baku (Winston Duke), Okoye (Danai Gurira) e as Dora Milage lutam para proteger a nação fragilizada de outros países após a morte de T’Challa. Enquanto o povo de Wakanda se esforça para continuar em frente neste novo capítulo, a família e amigos do falecido rei precisam se unir com a ajuda de Nakia (Lupita Nyong’o), integrante dos Cães de Guerra, e Everett Ross (Martin Freeman). Em meio a isso tudo, Wakanda ainda terá que aprender a conviver com a nação debaixo d’água, Atlantis, e seu rei Namor (Tenoch Huerta).

Sem entrar em spoilers, mas de longe, a adição do ator mexicano Tenoch Huerta foi um dos maiores acertos da Marvel a um bom tempo. Namor, assim como Erik Killmonger no primeiro filme, tem uma motivação coerente que te faz entender o seu lado e em certos momentos, você até se convence que ele tem uma certa razão.

Porém, dado um ponto do filme, ele vira uma chave e se torna um vilão padrão. Infelizmente, tudo no filme é feito de forma corrida, apesar de suas boas duas horas e quarenta minutos, falta tempo para explorar melhor, tudo que a história propõe.

Porém, algo que eu possa resumir, o filme é IMPACTANTE. Com homenagens e citações ao Chadwick Boseman do início ao fim, e sua irmã Shuri, que assume o protagonismo, cresceu ao longo do filme. Talvez exista uma base de fãs que possa torcer o nariz pela atriz Letitia Wright, afinal, durante as gravações, ela se cercou de polêmicas a respeito da condição da vacinação. A atriz durante as gravações
na pandemia, disse publicamente que não tomaria vacina e em certos momentos levantou discussões sobre a obrigatoriedade da vacinação. O que gerou atrazo nas gravações e uma situação indelicada dentro do estúdio, e hoje, ver a atriz como protagonista, pode deixar uma sensação ruim. Porém a atriz, Letitia Wright entrega tudo!

Ryan Coogler mantém sua direção no mesmo formato do primeiro, sem perder a identidade, mostra a sua capacidade de explorar cenários e culturas, sabe levantar uma discussão sobre identidade e povos. A introdução do povo do Namor é um dos pontos fortes do filme, a nova formatação do personagem com a mistura da cultura e dos povos latinos históricos foi uma das adições mais fortes da história.

Infelizmente, acredito que por obrigações do estúdio, tenha que inserir uma série de “protocolos” da Marvel, o que acabou deixando o filme inchado. Por exemplo e sem entrar em detalhes, mas toda a trama do Ross, nosso querido Martin Freeman, só está lá para preencher algo que no futuro iremos acompanhar (Thunderbolts, talvez), mas para o enredo, não soma em absolutamente nada.

A trilha se mantém incrível, com a adição de Rihanna e além disso, o destaque da trilha fica com nomes da música negra e latina. Entre eles estão Tems, Stormzy, Burna Boy, Fireboy DML, OG DAYV Ft. Future, CKay Ft. PinkPantheress, E-40. Há várias músicas em espanhol, uma clara referência ao personagem Namor.

Link da playlist: open.spotify.com

Considerações Finais

Se antes a representação africana era o foco, agora ela se divide com a representatividade latina, o que torna o universo do Pantera Negra gigantesco. Razão, emoção, força e coração porém com um roteiro burocrático, acredito que essa seja a definição perfeita da sensação que eu fiquei ao sair do cinema. Razão pelo propósito da história continuar em virtude de tudo. Emoção significado pelo legado do Chadwick Boseman e sua representatividade. Força personificada pelas motivações da Shuri e
Namor. Coração com a personagem Nakia da Lupita Nyong’o.

Todas essas características se completam, se nós perdemos o Rei T’Challa, ganhamos ele através de todos esses personagens que carregam seu legado, sua força e seu coração. E é assim que Wakanda se torna imortal, afinal, WAKANDA FOREVER.

Pantera Negra: Wakanda Para Sempre, 2022.
Veredito: 4/5
Onde assistir: Nos cinemas
Duração: 2h 42min
Direção: Ryan Coogler
Agregador no Rotten Tomatoes: 84%
Trailer Youtube

Confira mais textos do colunista: www.socialbauru.com.br/author/gabrielcandido/ 

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TAGS:colunagabriel candidomarvelpantera negra
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ByGabriel Candido
Publicitário, pós-graduado em Comunicação e Marketing Digital. No mercado publicitário desde 2012, atuando em agências de propaganda. Além da experiência na equipe de Marketing em emissoras de televisão. Gabriel se inspirou em seu primeiro emprego, em uma locadora de vídeos, para escrever e compartilhar uma coluna sobre filmes e séries. Afinal, ele tinha que fazer alguma coisa com o seu antigo sonho de se tornar um Tarantino aos 30 anos. Linktree: linktr.ee/gabrielhcandido
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