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Colunistas

Projeção sobre o futuro do Cinema e Streaming

Gabriel Candido
By Gabriel Candido
Publicado 04/04/2025
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Hoje eu decidi fazer algo diferente e trazer uma reflexão sobre o que está rolando
nos cinemas e no streaming. O futuro das salas de cinema e do streaming vai ser
moldado por várias tendências, econômicas e culturais.

Índice
  • Streaming: O começo, o auge e o futuro.
  • Minha visão um tanto pessimista

Eu amo cinema e séries! Desde pequeno, sempre fui fascinado por boas histórias,
personagens marcantes e aquele sentimento de imersão que só uma boa produção
audiovisual pode proporcionar. Não é atoa que o meu primeiro CLT foi em uma rede de
videolocadoras aqui em Bauru (saudades Vídeo Imagem). No entanto, não posso
deixar de me preocupar com o cenário atual. O acesso ao entretenimento tem se
tornado cada vez mais fragmentado e caro, o que impacta diretamente quem, assim
como eu, deseja acompanhar tudo sem comprometer o orçamento. E começa pelas
salas de cinema.

Para atrair o público (que hoje está bem complicado), os cinemas estão investindo
em tecnologias como telas gigantes, som de última geração (exemplo de Dolby
Atmos), cadeiras interativas (4DX) e realidade aumentada. Pena que isso não sai da
bolha São Paulo. Além disso, eles precisam começar a oferecer eventos e conteúdos
diferenciados – tipo, não é só um filme mais, os cinemas podem virar centros de
entretenimento com transmissões ao vivo de shows, esportes, e-sports, e até estreias
de séries. A gente está acompanhando isso, mas ainda é bem tímido.

Outro ponto são os formatos premium e personalização, com salas VIP, assentos
confortáveis e serviços mais personalizados, e até opções interativas para a galera
escolher certos aspectos do filme. Por outro lado, os preços estão cada vez mais
inviáveis. E, ao invés de competir, os cinemas e as plataformas de streaming podem
começar a fazer parcerias, exibindo filmes de forma exclusiva antes de serem lançados
no digital.

Por outro lado, nos últimos tempos, a gente tem visto um aumento de brigas e
tumultos nos cinemas e teatros. O que deveria ser um rolê de lazer e cultura está
virando um ambiente cheio de conflito e insegurança, o que coloca o futuro em risco.
Antes, cenas de violência eram raras, mas hoje em dia já viraram comuns em
várias cidades. Disputas por lugares, o uso de celular sem noção, discussões sobre
barulho e até agressões físicas têm rolado cada vez mais, afetando a integridade e a
paz nesses espaços. E o impacto não é só pro público não, funcionários, artistas e profissionais também estão sendo afetados por essa onda de desordem.

Isso tudo pode estar relacionado com o estresse social e psicológico que a
pandemia causou. Até hoje a gente ainda colhe esse fruto. O que era pra ser uma volta
cheia de entusiasmo pró entretenimento presencial está se transformando em um
público mais impaciente, desrespeitoso e menos ligado nas normas de convivência.
E o resultado? Comportamentos agressivos e tumultos que estão transformando a
diversão em um pesadelo. E o reflexo disso é que muitos cinemas e teatros estão
vendo uma queda no número de público, com medo de situações desconfortáveis ou
até perigosas. A violência, infelizmente, está se tornando parte do cotidiano desses
locais, fazendo com que os espaços culturais, que deveriam ser seguros e acolhedores,
estejam se tornando lugares de incerteza e medo.

Além disso, a falta de protocolos eficazes para lidar com esses comportamentos
agressivos e a falta de recursos para garantir a segurança de todo mundo tem
mostrado que o setor não sabe como resolver esse problema crescente.

Mesmo com segurança nos locais, as soluções que têm sido implementadas não estão dando conta
de acabar com a violência nos cinemas e teatros. Fora os preços abusivos, mesmo a
gente aqui do interior, está ficando cada vez mais complicado. Hoje, eu e minha
esposa fomos a um cinema no sábado, morro com uns 100/120 reais.
Com isso, o futuro do entretenimento está ficando incerto. As salas de cinema, que
já foram símbolo de união e diversão, correm o risco de perder a confiança do público.
E o impacto disso vai além da experiência das pessoas que buscam cultura e diversão.
Também afeta financeiramente cinemas e teatros, que estão tentando equilibrar
segurança e preservação da arte. Então, será que o futuro é o streaming?

Streaming: O começo, o auge e o futuro.

A fragmentação dos serviços de streaming está cada vez maior, e a concorrência
entre plataformas como Netflix, Disney+, Prime Video e outras só tende a crescer, com
mais produtoras lançando suas próprias plataformas. Isso levantou um excesso de
assinaturas e até o retorno dos pacotes de streaming. O modelo híbrido de negócios
está cada vez mais comum, com algumas plataformas oferecendo planos com anúncios
e assinaturas mais acessíveis, seguindo o exemplo de YouTube e Netflix.
Mas, e você, prefere assistir filmes no cinema ou em casa?

O streaming no Brasil começou a crescer junto com a internet, nos anos 2000. A
galera ainda consumia vídeos principalmente por downloads ilegais em sites como
Kazaa e eMule (saudade.. ou não).

O marco do streaming por aqui foi a chegada da Netflix em 2011, que logo virou
um sucesso. Depois disso, várias outras plataformas chegaram, como Globo Play,
Amazon Prime Video, HBO Go, entre outras. Durante a pandemia, com os cinemas
fechados, o consumo de streaming deu um boom, com novas plataformas como
Disney+ e HBO Max chegando no Brasil.

Hoje em dia, o mercado de streaming no Brasil enfrenta desafios como
concorrência pesada, modelos híbridos e a crescente produção de conteúdo nacional.
As plataformas também têm oferecido pacotes de assinatura, como a TV a cabo, e
alguns planos com anúncios.

Aqui no Brasil, as opções de streaming variam bastante, e os preços também. Vou
listar alguns dos principais serviços e valores:

● Netflix: Padrão com anúncios – R$ 18,90/mês;
● Amazon Prime Video: Mensal – R$ 19,90/mês; Anual – R$ 166,80 (equivalente a
R$ 13,90/mês) *fora que dentro dele tem outros catálogos para adquirir;
● Disney+: Padrão – R$ 43,90/mês ou R$ 368,90/ano; Premium – R$ 62,90/mês ou
R$ 527,90/ano;
● Max (antigo HBO Max): Básico com anúncios – R$ 29,90/mês ou R$ 226,80/ano;
Standard sem anúncios – R$ 39,90/mês ou R$ 358,80/ano;
● Globoplay: Mensal – R$ 27,90/mês; Anual – R$ 214,80 (equivalente a R$
17,90/mês);
● Apple TV+: Mensal – R$ 21,90/mês;
● Paramount+: Básico mensal – R$ 14,90/mês; Padrão mensal – R$ 19,90/mês;
● Telecine: Mensal – R$ 37,90/mês;
● Looke: Mensal – R$ 16,90/mês.

Esses valores são para os planos básicos de cada plataforma, mas eles podem
mudar com promoções ou pacotes combinados. Vale a pena dar uma olhada nos sites
de cada um para conferir os detalhes. Enfim, sobre o nosso ticket médio, fica difícil
conseguir acompanhar tanta opção.

O futuro do streaming no Brasil deve seguir as tendências globais, com mais
personalização e inteligência artificial para sugestões de conteúdo, além de novas
formas de monetização.

Minha visão um tanto pessimista

O futuro das salas de cinema nunca pareceu tão incerto. A briga contra o streaming
já era difícil, mas com o aumento dos preços dessas plataformas, está se tornando um
pesadelo. Me dói admitir isso, mas se eu puder escrever aqui, e se for de Bauru. Tenho
que reconhecer que temos três ótimas opções de salas de cinema, apesar de que ainda
sinto falta de opções diferenciadas e horários melhores, mas no geral aqui, é muito
bom.

O espectador médio, que antes podia escolher entre algumas opções de streaming
e até ir ao cinema, agora está preso em um mar de assinaturas caras, com um
catálogo fragmentado e conteúdos sendo removidos sem aviso. Resumindo, aumento
de preços, fim do compartilhamento de senhas e um catálogo recheado de velharia, e
digo mais, antes fosse velharia. Hoje a porcentagem de filmes até a década de 80 nos
principais streamings não chega nem a 10%. Ou seja, se você gosta de clássicos, no
streaming convencional, praticamente não existe. Fora que praticamente não se tem
nenhum conteúdo sobre alguns movimentos importantes do cinema: blaxploitation,
Cinema Novo e conteúdos europeus, etc.

O modelo que deveria democratizar o entretenimento está se tornando um
pesadelo de mensalidades caras e assinaturas insatisfatórias. Pra piorar, algumas
plataformas já estão colocando anúncios em planos pagos.
Diante disso, a pirataria, que parecia ter perdido força com o streaming, está
voltando com tudo. Sites de torrents e IPTV ilegal se tornaram a alternativa preferida
de quem não quer ou não pode pagar os preços absurdos.

Enquanto isso, os cinemas tentam sobreviver, mas com ingressos cada vez mais
caros e custos adicionais com comida e estacionamento, ir ao cinema virou luxo.
Se as empresas de entretenimento não repensarem seus modelos de negócios, o
futuro parece bem sombrio: cinemas vazios, streaming inviável e pirataria em alta.
Esse cenário que parecia do passado, hoje é mais real do que nunca.

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TAGS:BauruCinemafilmessériesstreaming
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ByGabriel Candido
Publicitário, pós-graduado em Comunicação e Marketing Digital. No mercado publicitário desde 2012, atuando em agências de propaganda. Além da experiência na equipe de Marketing em emissoras de televisão. Gabriel se inspirou em seu primeiro emprego, em uma locadora de vídeos, para escrever e compartilhar uma coluna sobre filmes e séries. Afinal, ele tinha que fazer alguma coisa com o seu antigo sonho de se tornar um Tarantino aos 30 anos. Linktree: linktr.ee/gabrielhcandido
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