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Social Bauru > Blog > Destaques > Colunistas > Andor – Temporada 2
Colunistas

Andor – Temporada 2

Gabriel Candido
By Gabriel Candido
Publicado 23/05/2025
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Se a primeira temporada de Andor já tinha surpreendido com uma visão mais
crua, realista e politicamente pesada do universo Star Wars, a segunda leva tudo isso
ao limite e entrega um final complexo. Tony Gilroy, que já vinha comandando a série
desde o começo, fecha essa história com uma conclusão madura, deixando Andor no
topo entre as melhores produções da saga desde a trilogia clássica. Inclusive, falamos
da primeira temporada aqui na coluna (Andor: história autoral sobre o universo de
Star Wars – Social Bauru).

A segunda temporada mantém esse respeito e vai ainda mais fundo nos dilemas
morais e éticos da rebelião. Com Tony Gilroy e Dan Gilroy no comando dos roteiros (e
Beau Willimon, de House of Cards), a série entrega diálogos afiados, tramas bem
construídas e um ritmo mais cadenciado (para algumas pessoas um pouco lento), que
dá espaço pra gente realmente entender os personagens e suas motivações. Não tem
medo de silêncios, de cenas bem mais lentas, nem de tensão acumulada e isso
resulta em momentos emocionantes, principalmente quando a série começa a se
aproximar dos eventos de Rogue One. Diego Luna volta como Cassian Andor, ainda
mais maduro e introspectivo. Ele mostra, com muita sutileza, a transformação de um
cara cínico e solitário num verdadeiro símbolo da rebelião.

Genevieve O’Reilly (Mon Mothma) continua entregando uma performance
impecável, transmitindo toda a tensão de uma líder dividida entre o pessoal e o
político. Já Denise Gough (Dedra Meero) brilha (ou melhor, assusta) como a agente
imperial obcecada por controle, servindo de contraponto perfeito ao caos da revolta.
E, claro, Stellan Skarsgård como Luthen Rael rouba a cena várias vezes com falas
que viraram clássicas dentro do universo.

A trilha de Nicholas Britell continua sendo um dos grandes acertos. Em vez dos
temas heróicos tradicionais, ele aposta em sons eletrônicos e melancólicos, criando
uma vibe pesada e tensa que combina perfeitamente com a ascensão do império e o
nascimento da rebelião.

Poucas séries conseguem fazer o que Andor faz aqui: ela não só se conecta
perfeitamente com Rogue One, como dá ainda mais força para aquele filme. Ver os
últimos passos de Cassian antes da missão em Scarif muda tudo, a gente entende
melhor o que move ele, o que ele perdeu, e por que ele toma cada decisão. Tudo se
encaixa, sem apelar pra fanservice barato, só com narrativa bem pensada e coerente.
Andor termina como uma história completa e marcante. Uma série que tem
coragem de ser política, reflexiva e até trágica e por isso mesmo se destaca tanto. Em
tempos de fórmulas repetidas e produções esquecíveis, Andor mostra que ainda dá
pra contar histórias complexas e humanas nesse universo gigante.

Desde a trilogia original, nada tinha capturado tão bem o espírito de resistência,
sacrifício e esperança que sempre esteve no coração de Star Wars. Andor não é só
um spin-off. É uma volta ao espírito original da história de George Lucas lá de 1977.

May the 4th be with you

4 de maio é considerado um feriado entre os fãs de Star Wars, aproveitando o mês de maio.

O primeiro filme da trilogia original de Star Wars foi lançado no dia 25 de maio de
1977 e esse termo foi usado pela primeira vez em 04 de maio de 1979 quando
Margaret Thatcher, eleita Primeira-Ministra do Reino Unido. Seu partido colocou uma
placa em seus carros com os dizeres: “May the Fourth Be with You, Maggie.
Congratulations”.

Mesmo que o feriado não tenha sido de fato criado ou declarado pela Lucasfilm,
muitos fãs ao redor do mundo celebram a data. A Disney comprou a Lucasfilm
incluindo os direitos de Star Wars no fim de 2012 e desde 2013, The Walt Disney
Company declarou oficialmente o feriado com diversos eventos e festividades de Star
Wars na Disneyland e Walt Disney World.

MAY THE 4TH BE WITH YOU, Jovem Padawan!

E para você que não conhece nada sobre Star Wars, e não faz ideia de quando e
por onde começar, afinal, estamos falando de uma saga que começou lá em 1977 e
que perdura até hoje. Com filmes e séries que não seguem uma ordem cronológica de
lançamento e fica a pergunta: “Afinal, por onde eu começo?”

Alguns especialistas de longa data, defendem que o ideal é acompanhar na ordem
numérica: Episódios I, II, III, IV, V…

Eu discordo! O ideal é você acompanhar os filmes na ordem de lançamento, afinal,
cada trilogia foi realizada de acordo com a sua época. Isso significa que cada uma
possui sua peculiaridade de seu tempo. Seja nos efeitos, roteiro, personagens e
talvez seja exatamente por isso que a Saga de Star Wars consegue manter tantas
gerações de fãs pelo mundo.

No cinema, temos nove filmes da saga principal e dois filmes com histórias
paralelas, desconsiderando “Caravana da Coragem” e “Ewoks: The Battle for Endor”
que eu prefiro acreditar que foi um delírio coletivo de George Lucas.
Já na televisão e streaming, Star Wars está consolidada nas séries animadas
(Clone Wars e Rebels), além de outras menores. Recentemente a Disney Plus tem
investido pesado nas séries “Mandaloriano” e propriamente “Andor”.

Na literatura, os principais livros que fazem parte do cânone da saga são: Legado
de Sangue, Tarkin e Um Novo Amanhecer. Fora os inúmeros livros que são
considerados “Legends”, que significa que são obras paralelas do universo, mas que
não fazem parte da história original.

E claro, com um saga comercialmente falando, tão forte, que no universo de
games, Star Wars estaria presente com tanta força (que vale até um texto para isso)
mas posso citar alguns principais jogos da franquia como: Fallen Order, Knights of the
Old Republic (Clássico da época de Windows XP), Battlefront e um que eu guardo no
coração com muita nostalgia: Star Wars Episode I: Racer.

Um ponto que vale ressaltar é a importância da trilha sonora composta pelo
maestro John Williams, que se tornou uma das mais marcantes do cinema.

Ordem dos filmes

Deixo claro que o cada um assiste da maneira que quiser. Cada um possui sua
experiência e sua identificação com a história e personagens. Mas, novamente, eu
defendo que o ideal, para começar, é assistir na ordem de lançamento.

Comece pela saga clássica:
● Star Wars Episódio IV: Uma Nova Esperança (1977), George Lucas;
● Star Wars Episódio V: O Império Contra-Ataca (1980), Irvin Kershner;
● Star Wars Episódio VI: O Retorno de Jedi (1983), Richard Marquand.
Gostou? Quer mais? Vamos para a saga “Prequel”:
● Star Wars Episódio I: A Ameaça Fantasma (1999), George Lucas;
● Star Wars Episódio II: Ataque dos Clones (2002), George Lucas;
● Star Wars Episódio III: A Vingança dos Sith (2005), George Lucas.
Me apaixonei, quero mais! Trilogia Disney:
● Star Wars Episódio VII: O Despertar da Força (2015), J. J. Abrams;
● Star Wars Episódio VIII: Os Últimos Jedi (2017), Rian Johnson;
● Star Wars Episódio IX: A Ascensão Skywalker (2019), J. J. Abrams.
Virei Fã, quero conhecer mais deste universo:
● Rogue One: Uma História Star Wars (2016), Gareth Edwards;
● Solo: Uma História Star Wars (2018), Ron Howard;
● Série | O Mandaloriano (2019);
● Série | O Livro de Boba Fett (2022);
● Animação | The Clone Wars, 2008;
● Animação | Rebels, 2014;
● Série |The Acolyte, 2024;
● Série |The Bad Batch (2021–2024);
● Animação | Tales of the Jedi (2022–);
● Série |Obi-Wan Kenobi (2022)
● Série |Ahsoka (2023–);
● Série |Skeleton Crew, 2025.

  • Existe um documentário produzido pela Lucasfilm, dirigido por Edith Becker e
    Kevin Burns chamado “Império dos Sonhos: A História da Trilogia Star Wars”. Ele
    documenta a formação da trilogia Star Wars original, vale muito a pena para quem
    gosta de acompanhar a criação de universos e principalmente, a dificuldade que George
    Lucas teve para convencer a Fox para o lançamento e apostar numa aventura em uma
    época complicada no cinema.

Legado

Desde 1977, Star Wars vem em uma crescente de conteúdo que passa por
gerações, com filmes, quadrinhos, games e comportamento. Afinal, apesar de ser
uma ficção sobre naves e sabres de luz, existe um contexto muito pessoal, como a
Jornada do Herói (Monomito), que é um conceito de jornada cíclica presente em
mitos, de acordo com o escritor e mitologista Joseph Campbell.

George Lucas teve a sensibilidade de juntar histórias e referências sobre mitos e
ficção para criar um universo tão poderoso comercialmente que depois de tantos
anos, continua tão relevante para a indústria e sua influência vai perdurar por muitas
galáxias, mesmo, tão tão distante…

Todo o conteúdo audiovisual (filmes, séries e documentários) sobre Star Wars está
disponível no catálogo da Disney Plus.

Andor, 2022 – 2025
Veredito: 5/5
Onde assistir: Disney+
Produtores Executivos: Diego Luna, Tony Gilroy, Kathleen Kennedy, Sanne
Wohlenberg, Toby Haynes, Michelle Rejwan
Agregador no Rotten Tomatoes: 96%

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TAGS:andorBauruCinemafilmestar wars
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ByGabriel Candido
Publicitário, pós-graduado em Comunicação e Marketing Digital. No mercado publicitário desde 2012, atuando em agências de propaganda. Além da experiência na equipe de Marketing em emissoras de televisão. Gabriel se inspirou em seu primeiro emprego, em uma locadora de vídeos, para escrever e compartilhar uma coluna sobre filmes e séries. Afinal, ele tinha que fazer alguma coisa com o seu antigo sonho de se tornar um Tarantino aos 30 anos. Linktree: linktr.ee/gabrielhcandido
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