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Colunistas

Coluna Isadora Venturini: homenagem ao Dia dos Pais

Isadora Venturini
By Isadora Venturini
Publicado 12/08/2018
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“Você é a cara do seu pai”. ” Você tem o jeito de brincar igual seu pai”. ” O seu pai me ajudou muito numa época difícil para mim”. “Seu pai é o Leitão? Não acredito! Grande homem, excelente profissional”.

Não quero me gabar, mas essas são algumas das frases que escuto sobre meu pai, no qual me enche de orgulho. Eu tive a benção de ter um pai que desde quando eu e minha irmã nascemos, honrou o seu título de PAI, homem e marido. Não, o meu pai está longe de ser perfeito, longe mesmo. Tem defeitos que só minha mãe pode aguentar. Mas sabe aquelas pessoas que se esforçam sempre para serem melhores para os outros? Esse é o meu pai. Você pode ligar a hora que for, que ele vai te ajudar.

“Ele vai tirar do corpo para dar para outra pessoa” – uma frase que minha mãe ama falar sobre ele.

Não, os pais não carregam seus filhos durante nove meses. Eles também não sentem as dores e as delícias de sentir seus filhos desde quando eles são do tamanho de uma ervilha. Também não sofrem com as dores do parto, muito menos a conexão de amamentar seu filho no peito durante seus primeiros meses ou anos de vida. Eles têm a difícil missão de se conectar com seu filho, após meses ligado à mamãe. Sabemos que criar um filho não é uma tarefa fácil; colocá-lo no mundo, educá-lo, ensiná-lo, dizer “não” muitas vezes, proteger dos males da vida, das pessoas… e nem sempre os pais estão 100% certos. Mas, independente de estar certo ou errado, o meu pai não precisou pedir permissão para ser meu pai; ele foi meu pai, eu gostando das atitudes dele ou não.

Não teve medo de suas filhas ficarem revoltadas, de suas filhas falarem que odeiam ele (aquela fase de adolescência, sabe?). Mas também não foi fácil me educar.

Fui uma adolescente que teve muitos problemas com relacionamentos, quis fugir de casa várias vezes, e falei coisas horríveis para meus pais, no qual hoje não quero nem lembrar. Mas meu pai, por mais que algumas vezes quisesse desistir, não desistiu; ele, junto com minha mãe, (não posso deixar de mencionar ela mesmo sendo Dia dos Pais), brigou, colocou de castigo e me deu boas palmadas (levei até meus 18 anos, viu?).

E vejam só…. Cá estou, jornalista formada pela Unesp, repórter da TV Preve, colunista do Social Bauru, e tudo isso com 23 anos. Sei que tenho muito o que conquistar, mas tudo o que já conquistei, não teria acontecido se não fosse pelo esforço do meu pai. Por ter me ajudado, durante quatro anos, com a minha gasolina para fazer estágio, o que foi bastante porque eu viajava quatro vezes ao dia, já que moro em Agudos). Por ter acordado mais cedo do que eu para ligar o carro no frio para já deixar ele esquentando para mim, e por me dar remédio quando eu estava doente (como essa semana mesmo). Enfim, por pequenas atitudes que meu pai fez por mim durante esses 23 anos, que foram muitas, para que eu conseguisse realizar meu sonho.

Hoje, eu só quero poder crescer cada vez mais e retribuir cada gesto que o senhor fez por mim. Obrigada por ter sido o pai que o senhor é. Obrigada por não ter medo de ter falado os nãos, de ter brigado comigo, me deixado de castigo, ou qualquer outra coisa que tenha feito para que eu pudesse ser a mulher que sou hoje. O senhor me fez ser uma mulher de opinião e forte, e que não tivesse medo e preguiça de trabalhar e enfrentar os desafios do dia a dia.

Muitos acham que o senhor é bravo pela sua cara, e que foi muito rígido comigo e com a Marina, mas mal sabem eles que o senhor é mais mole do que a mãe e que mima muito mais do que ela! (risos).

Pai, eu te amo e feliz Dia dos Pais. E claro, feliz dia para todos os papais que eu conheço e para os que eu não conheço também. Para os pais jovens e experientes e também para todos os futuros pais: que vocês possam ser para os seus filhos, o que meu pai foi para mim. Orgulho e gratidão.

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TAGS:bauruensecolunacolunistaDia dos Pais
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ByIsadora Venturini
Isadora Venturini, jornalista formada pela UNESP, já passou por emissoras como TV Preve e SBT. Nasceu na cidade de Agudos, mas viveu em Bauru durante a infância e adolescência. Colunista sobre relacionamentos, ela sempre traz uma reflexão sobre suas vivências no mundo, gosta de romance e é geminiana
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