Jurandyr Bueno Filho, arquiteto nascido em Bauru no ano de 1942 e formado em Arquitetura e Urbanismo pela USP em 1967, assinou obras que integraram a paisagem da cidade.

Confira algumas obras em Bauru:
Zoológico Municipal
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O projeto do zoológico foi desenvolvido enquanto Jurandyr atuava na Secretaria de Planejamento da prefeitura, dentro de um conjunto de obras públicas voltadas a modernizar a infraestrutura de lazer da cidade. As obras começaram em 1977 e a inauguração foi em 24 de agosto de 1980. Em vez de abrir um terreno novo, o parque foi implantado dentro de uma área de cerrado preservada da antiga Fazenda Vargem Limpa, com os recintos distribuídos ao longo da vegetação nativa, que faz sombra e delimita os caminhos. O zoo abriu com pouco mais de 100 animais de 32 espécies, boa parte deles vinda do zoológico de Bastos, que tinha acabado de ser desativado.
Terminal Rodoviário

Pronto em agosto de 1980, o Terminal Rodoviário foi pensado para estruturar e valorizar o entorno da recém-criada Avenida Nações Unidas. A obra integra um conjunto de prédios institucionais desenhados por Jurandyr na mesma via, organizados em níveis diferentes: o desembarque fica no piso mais alto e o embarque, abaixo da entrada, de modo que o passageiro sempre desce com a bagagem, sem subir escadas ou rampas. Antes dali, a rodoviária de Bauru funcionava de forma improvisada em frente à Ferroviária, com embarque, desembarque e venda de passagens acontecendo nos bares e restaurantes do entorno.
Campus da USC / Unisagrado

Jurandyr dedicou cerca de 40 anos elaborando e expandindo os projetos do campus do Unisagrado. Cada novo prédio foi encaixado no desenho já existente, mantendo a mesma lógica de circulação entre blocos, pátios e áreas abertas conforme a universidade crescia. A instituição guarda hoje o acervo histórico de desenhos e documentos do arquiteto, recuperado após a venda da antiga residência dele.
Parque Vitória Régia

O parque foi projetado em 1976 para dar identidade visual a Bauru, que não tinha montanhas ou rios expressivos que servissem de marco natural. A referência veio de uma viagem à Grécia, em 1971, e do modelo da ágora – espaço público de convivência e debate a céu aberto.
O terreno era uma grande erosão urbana, e cálculos apontaram que aproveitar o desnível natural do solo custava menos do que aterrar o buraco. Na construção do anfiteatro e das demais estruturas do parque, foram usadas sobras de concreto e ferro da construção da própria avenida Nações Unidas.
Avenida Nações Unidas

Antes da avenida, a área era um valo e um buraco improdutivo, cortado pelas linhas da ferrovia que dividiam a cidade. O projeto priorizou o fluxo de automóveis em vez do trem, acompanhando a mudança no transporte urbano da época.
Para viabilizar as pistas, o Córrego das Flores foi canalizado em galerias de concreto sob o asfalto — solução comum entre as décadas de 1950 e 1980, mas que impermeabilizou o solo e contribui até hoje para as enchentes na via.
Santuário do Sagrado Coração de Jesus

Sede da Paróquia Universitária, o templo tem formato circular, pensado para transmitir leveza por meio da harmonia das linhas e dos detalhes do projeto. Em 2009, a missa de sétimo dia de Jurandyr foi celebrada no local.
Centrinho FOB-USP

Jurandyr manteve uma parceria de 30 anos com o Centrinho da USP, adaptando o complexo de saúde às mudanças nas necessidades médicas ao longo do tempo e assinando o projeto do novo prédio do hospital, cuja pedra fundamental foi lançada em 1989, e a unidade, entregue em 2012 com 11 andares e mais de 21 mil metros quadrados.
Posto RodoServ Star, Pardinho/SP

Fora de Bauru, às margens da Rodovia Castello Branco, no município de Pardinho, o posto de serviços foi classificado pela imprensa especializada como o melhor da América Latina logo após à inauguração. O projeto rendeu a Jurandyr o Prêmio Cosipa-Usiminas na Bienal Internacional de Arquitetura, em 2005.
Esta matéria teve como referência o podcast ‘O Arquiteto Sem Limites’, criada pelos jornalistas Gabriela Reimberg e Vinicius Magalhães.
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