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Saúde / Esportes

Apaixonada por cavalos, moradora de Bauru se dedica ao hipismo há dez anos

Giovana Romania
By Giovana Romania
Publicado 21/10/2016
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amazona-topo

Laura Andolfato nasceu na ‘admirável’ Ilha Solteira, mas se mudou para Bauru aos oito anos de idade, pois é a cidade de sua mãe. E foi na cidade-lanche que a jovem começou a descobrir o amor pelo hipismo. Hoje, aos 18 anos, a amazona revela que o amor dela está no ensino e nos cavalos, não na competição. “Meu maior sonho é me tornar instrutora da nossa escolinha para formar cavaleiros e amazonas que, acima de tudo, amem os cavalos”, revela.

O Social Bauru teve um bate-papo com a jovem amazona. Essa conversa você confere abaixo:

Desde quando você é uma amazona ou cavaleira? Aliás, existem diferenças entre os termos?
Laura: Comecei com oito anos no hipismo clássico. Depois fui fazer três tambores, mas com 11 anos parei de montar porque era uma pré-adolescente muito chata! (risos). Com 15 anos, eu voltei para o hipismo clássico. Sobre os termos, não existem muitas diferença, mas o mais correto é amazona, já que é mais feminino.

E quando começou este contato com os cavalos? Por qual motivo?
Laura: Começou desde pequena. Meu avô sempre teve fazenda e sempre fui muito ‘grudada’ a ele. Meu avô foi um apaixonado por cavalos, me colocava para montar em uma égua da fazenda, isso quando eu tinha apenas um ano. Desde então, cresci em volta dos cavalos. Acredito que tudo tenha começado a partir do meu avô. Cresci e decidi fazer desse amor um esporte.

O que consiste ser uma amazona?
Laura: Considero um amor. Não é apenas um esporte, é um estilo de vida. Não é necessário apenas uma pessoa, mas sim um animal, uma equipe que se encontra no mesmo ritmo.

Você já participou de competições? Já foi campeã?
Laura: Já participei de muitos campeonatos, uns me classifiquei bem e outros nem tanto. É um esporte um pouco ingrato, no qual nem sempre dar o seu melhor te faz campeã, pois dependemos muito do nosso dia e do dia e do cavalo. É um conjunto; uma equipe.

Nas olimpíadas, uma amazona holandesa desistiu de competir para poupar o cavalo. A relação entre o atleta e o cavalo/égua é muito próxima, né?
Laura: Sempre que montamos sentimos o cavalo e como ele está. Se ele não está em um bom dia, não temos porque forçá-los, a ligação é muito forte. Um treinador meu sempre falou que, quando montamos, buscamos ser um só como um centauro. São dois corações, mas buscamos sempre nos unirmos e nos tornamos um. Por ser um animal grande e empoderado sempre buscamos o respeito entre cavalo e cavaleiro, por isso, tratamos eles com tanto amor e carinho.

Como é o seu dia a dia? Envolve muitos treinos?
Laura: Meu dia a dia é muito corrido entre cursinho e hípica. Como tenho só uma égua, faço um treino de 40 minutos a 1 hora por dia de terça a sábado. No restante do dia, me concentro em ajudar na nossa escolinha de hipismo, inaugurada em julho pela minha mãe e uma grande amiga, minha madrinha do esporte; duas mulheres que admiro muito. O nome é “Equitakids”, onde tento ajudar as crianças que estão começando no esporte. No meu tempo livre, fico com minha égua, Grafi, tendo minhas conversas com ela e com meu treinador e tratador.

amazona-7

Tem que lidar com muito machismo neste meio? Já sofreu preconceito de algum tipo?
Laura: No hipismo não lidamos com machismo, pois é o único esporte em que homens e mulheres competem de igual para igual. Lógico que o número de homens é muito maior que de mulheres, mas nunca passei nem senti preconceito algum nem dentro nem fora das pistas.

Já teve que abdicar de muitas coisas por conta do hipismo?
Laura: Já, bastante. Não saio de sexta-feira, pois treino sábado de manhã sempre e depois passo o dia trabalhando na escolinha. Desisti de uma faculdade para me aproximar dos cavalos e quis escolher uma profissão que me ajudasse na escolinha. Digo que mudei minha vida toda para seguir a profissão com os cavalos.

E qual o seu maior sonho?
Laura: Olha, parece engraçado, mas meu maior sonho é me tornar instrutora da nossa escolinha para formar cavaleiros e amazonas que acima de tudo, amem os cavalos. Também sonho ver minha melhor amiga campeã olímpica no hipismo, mas isso é outra história. Sonho também em continuar vivendo essa vida rodeada pelos cavalos e pela Grafi, principalmente!

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TAGS:amazonaBaurubauruensecavaloshipismo
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